Durante la década de los 80, la variedad de algodón ancestral Mocó, también conocida como ‘orgullo de Sertão’ o ‘ouro branco’, propia de la región semiárida del norte de Brasil, casi desapareció en la gran “crisis del algodón” causada por las plagas de picudo que causaron estragos en todos los cultivos de algodón y afectaron gravemente a la pequeña economía de los agricultores, quienes dependían principalmente del algodón para subsistir.

Desde hace 3 años, en OCC trabajamos para recuperar la variedad de algodón Mocó y este año será el primero que repartimos semillas de esta variedad entre los agricultores. Pero ¿Por qué es tan especial el algodón Mocó?

– Algodón de calidad superior: sus fibras son más largas y finas.

– Es una planta muy resistente. No necesita ser arrancada cada año, sólo necesita ser podada y puede llegar a producir algodón hasta más de 5 años.

– Necesita solo 1/3 parte de agua para su cultivo.

Es más eficiente (produce menos pero de forma más estable) que otras variedades de algodón ya que es del tipo arbóreo en vez de herbáceo.

El ‘ouro branco’ es un símbolo de orgullo de Brasil. Tanto que incluso se han compuesto canciones y poesías sobre este algodón.

Os dejamos con un tributo al Mocó al autor del cual tuvimos el placer de conocer en nuestro último viaje.



Vou visitar teu passado Pra te fazer meu Xodó Oh, meu amado Mocó Serás por nós abraçado Por todos nós cultivado Com muito amor e paixão Te farei uma canção E cantando firmemente Plantarei tua semente Nas terras do coração

Plantado de canto a canto Do Sertão ao Cariri Na minha infância, eu vi Era um verdadeiro encanto O seu vigor era tanto Causava admiração Feito neve pelo chão Enchendo a vista da gente Plantarei tua semente Nas terras do coração

Terras sãs, ensolaradas Nutriam tuas raízes Muitas famílias felizes Com suas mãos calejadas Foram beneficiadas Com capuchos de algodão Ouro branco da nação Que me fazia contente Plantarei tua semente Nas terras do coração

Mas tudo isso cessou Veio um desgosto profundo Parecia o fim do mundo Quando o Bicudo “chegou” Nisso, a crise se alastrou Feito larva de vulcão E essa destruição Deixou minh’alma doente Plantarei tua semente Nas terras do coração

Suspeito que esse terror Que “chegou” em nosso meio Tô quase certo que veio Na maleta de um Doutor Que nutria desamor Pela nossa região Mas eu tenho a solução Gravada na minha mente Plantarei tua semente Nas terras do coração

O exemplo quem me deu Foi quem superou a tudo Prum “Batalhão de Bicudo” O Mocó não se rendeu Seu plantio arrefeceu Mas o seu espírito, não Ante as garras da extinção Resistiu valentemente Plantarei tua semente Nas terras do coração

Homens, ditos da ciência, Te deram as costas, coitado! Por muitos, abandonado Sem chance de permanência Porém tua resistência Comparada à de um leão Mantém, teu legado, são Com um futuro latente Plantarei tua semente Nas terras do coração

Mas tu não foste esquecido Vives na minha lembrança Com saudade e esperança Durmo, contigo, vestido Por ti acordo aquecido Rezando a minha oração Começo a minha função Vestido, por ti, somente Plantarei tua semente Nas terras do coração

Não clamo, não desespero E sem razão pra chorar Já parei de lamentar Volta pra mim, que te quero Se é por ti, eu espero Trajado de emoção Pra receber um irmão Que me ama eternamente Plantarei tua semente Nas terras do coração

Aqui, acolá, além Há um novo movimento Eu tomei conhecimento Que muitos te querem bem Tô nesse meio também Quer haja chuva ou verão Farei nova plantação Para tê-lo novamente. Plantarei tua semente Nas terras do coração

Quando vou pro meu roçado Que vejo você florindo Eu vou e volto sorrindo Com você, sonho acordado Pois estou enamorado E, quando me deito, então Me vem a inspiração Pra mudar o meu presente Plantarei tua semente Nas terras do coração

O Mocó, que não perdeu A guerra contra essa “praga”, É chama que não se apaga É sonho que não morreu. Como a Fênix, renasceu Das cinzas, brasa e carvão Forte tal qual Lampião, O cangaceiro valente, Plantarei tua semente Nas terras do coração

Meus irmãos, agricultores O Mocó, vamos plantar Ouro branco, semear Ouvindo nossos cantores Lembrando nossos amores Lançando, outra vez, no chão As ‘sementes da paixão’ Continuando a corrente Plantarei tua semente Nas terras do coração

Quem já teve tanta glória Quem, muitas vidas, criou Quem riqueza já gerou Quem tem lugar na história Já gravada na memória Do povo do meu Sertão Que se veste de algodão É amado eternamente Plantarei tua semente Nas terras do coração

Nuestro mayor agradecimiento y respeto a José de Souza Silva (filósofo) y Oliveira de Panelas (galardonado con el premio al mejor poeta repentista de Brasil), autores de estos versos.

 

 

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